De acordo com a revista, esse grande boom foi possível devido a Lei de Modernização dos Portos (Lei 8.630), a lei prevê a privatização dos portos melhorando assim os índices de eficiência e segurança de todos os serviços prestados. Antes eram embarcados oito contêineres/hora, com a privatização, o índice se deslocou para 50 unidades/hora.
Devido à privatização, Sérgio Salomão, presidente da Abratec (Associação Brasileira de Terminais de Contêineres de Uso Público), afirma que devido aos recursos utilizados pelos terminais, houve uma redução de 70% dos custos referentes a movimentação do contêineres no Brasil (em média).
Para a Abratec, o grande boom se deve ao fato da participação dos manufaturados e semi-manufaturados no total de exportações.
Mesmo com o grande crescimento dos portos, o Brasil ainda perde muito dinheiro e mercado, agora não mais por avarias nas cargas, pois o número foi extremamente reduzido devido à especialização da mão-de-obra, mas devido à infra-estrutura até chegar aos portos (ferrovias insuficientes e rodovias mal conservadas).
Para Willem Mantelli, presidente da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários), o principal desafio dos portos está na gestão. Ele ainda afirma que uma das grandes causas do atraso do país no mercado global se deve aos conflitos existentes entre os empresários, governo e trabalhadores.
Outro problema enfrentado se trata da relação à insegurança jurídica para investimentos nos terminais portuários.
José Eduardo Bechara (presidente do T-1 Rio, Libra Terminais), acredita que o governo (nos próximos três anos) fará um maior esforço com o intuito de melhorar a infra-estrutura logística do país.
Matéria condensada da revista Tecnologística de Novembro de 2007. |